Formação

Presidente da Associação de Natação do Norte de Portugal
AUTORAníbal Cabral Pires
As escolas de natação têm um papel fulcral na formação dos futuros atletas. A aprendizagem nas aulas teóricas e práticas complementaram-se uma à outra e são a base que se quer sólida desta formação.

Os programas têm que ser bastante abrangentes e completos, ser administrados em equipamentos com material apropriado por técnicos com formação específica, de forma a acompanharem a evolução técnica. Aí teremos razões para acreditar que os futuros atletas têm uma base sólida de conhecimentos.

Nas aulas práticas, a aprendizagem deve focalizar-se no aperfeiçoamento técnico. A não ser assim, deturpa-se o trabalho positivo que esteve na origem da elaboração dos programas.

Em todas as suas vertentes, seja pessoal ou coletivo, a formação determina fortemente a personalidade e comportamento dos jovens praticantes que assimilam mais facilmente as regras sem questionar, nem esquecer.

Além disso, a formação dos jovens atletas pode ser também uma forma de influenciar e alterar positivamente o comportamento dos adultos.

Numa primeira abordagem, as estatísticas apresentam-se como uma das ferramentas fulcrais para identificar os problemas e a sua origem, bem como os diversos intervenientes.

As estatísticas permitem estudar, analisar as situações que ocorrem e objetivar as lacunas e por vezes é possível chegar às causas e alterá-las ou eliminá-las.

Isto quando há possibilidades de cruzar dados estatísticos de forma a isolar as diferentes variáveis, o que nem sempre é possível devido à impossibilidade de recolher a informação em tempo útil ou a deficiência do seu registo.

De qualquer forma, os dados recolhidos têm vindo a melhorar, embora ainda haja algum caminho a percorrer para aumentar a eficácia dos resultados.

Ignorar os resultados conseguidos, mesmo criticando numa perspetiva de divergência de opinião, é estar fora da realidade, o que não ajuda nada em colocar a natação onde todos queremos: Tóquio-2020.

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