José Manuel Fonseca

Dias da Fonseca: “Um centenário é algo de tão raro que só por si é extraordinário”

Entrevista a José Manuel Dias da Fonseca, presidente da Comissão Organizadora do Centenário da Associação de Natação do Norte de Portugal.

De que forma surge como presidente da Comissão Organizadora do Centenário?

Através dum gentil convite do atual presidente da Associação, a quem é muito difícil dizer não. Fi-lo com muito gosto.

Descreva-nos um pouco como a natação entrou na sua vida…

Entrou através das minhas filhas, que muito novinhas foram “recrutadas” pelo Leixões. No início, era um pai que “apenas” acompanhava. Depois o bichinho atacou, virei dirigente do clube, crescemos muito, envolvemo-nos no mundo associativo, internacional e ainda é hoje é o meu desporto mais nobre.

Que expectativas tem relativamente ao impacto que poderá vir a ter o programa de comemorações do Centenário?

Creio que será muito grande, primeiro pelo tempo: um centenário, hoje, é algo de tão raro que só por si é extraordinário. Depois porque é o centenário duma Associação extraordinária, que em conjunto com os seus clubes tem feito imenso pela Associação. Terceiro porque a sua liderança na última década criou uma solidez e uma estabilidade nunca antes vista, consolidando uma enorme independência e reputação para o organismo.

Que significado tem para a natação portuguesa uma associação territorial como a ANNP atingir a marca de centenária?

Penso que é um marco histórico impressionante. Não só chegar aos 100 anos, mas sobretudo em excelente forma.

Que papel e como se deve posicionar a ANNP para os próximos 100 anos?

Pensar a 100 anos parece-me muito mais que ficção científica. Faz pouco sentido. O crítico é manter o rumo, prestigiar a modalidade, apoiar os clubes, criar atratividade para a modalidade junto dos jovens.